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Carta aos que amo

Peço desculpas a todos os que amo pela minha forma ausente de amar.
Por não contar as coisas novas que acontecem em minha vida e também por não perguntar.
Por não querer sair, mas não  convidar para ficar.
Peço perdão pelas conclusões precipitadas e pelas sensações jamais manifestadas.
Sei que meu padrão de amor e de amizade não preenche e que pareço autossuficiente demais para os ter presente, mas meu amor por vocês é um fato e eu só nao peço autorização para ele assim ser, porque ele já está concretizado.

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Em justificando Liberdade

Em justificando a liberdade, abriu-se aos ratos que correram em seu túnel vital, dilacerando pedaços do que seria o templo do prazer.
Sabia que o fluido resvaladiço também era pertencente a alma, mas convictou-se de que era único meio pelo qual ofereceria deleite.
Certa em teoria da não obrigação de tributo, em praticidade se abria aos ratos, justificando liberdade…
Era madrugada quando o sal molhado invadia os seus poros, saudosa de suas partes, devaneando o espaço em que bandidos ratos malocaram seus extratos, ainda sem saber o porquê insistiu em abrir a porta para os que a mesma tinha asco.