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Afeto Selvagem

No calor de tudo que em mim se dobra você encosta e se aconchega.

Se me movo me morde, me arranha, me lambe e me beija.

Em todos os cantos que eu sigo você me guarda, se trança em mim, como serpente enlaça a caça.

E quando a ti vou guardar se desvia e me surpreende com sua estranheza.

Você se oferece como quem quer carinho, mas quando me aproximo tu me arranca sangue como se fosse sua presa.

Do teu olhar fixo não sei se se vejo afago ou se só estuda o meu movimento para atacar como defesa.

Talvez a ti só assuste as almas que me frequentam de forma tão assim…corriqueira.

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Carta aos que amo

Peço desculpas a todos os que amo pela minha forma ausente de amar.
Por não contar as coisas novas que acontecem em minha vida e também por não perguntar.
Por não querer sair, mas não  convidar para ficar.
Peço perdão pelas conclusões precipitadas e pelas sensações jamais manifestadas.
Sei que meu padrão de amor e de amizade não preenche e que pareço autossuficiente demais para os ter presente, mas meu amor por vocês é um fato e eu só nao peço autorização para ele assim ser, porque ele já está concretizado.

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Em justificando Liberdade

Em justificando a liberdade, abriu-se aos ratos que correram em seu túnel vital, dilacerando pedaços do que seria o templo do prazer.
Sabia que o fluido resvaladiço também era pertencente a alma, mas convictou-se de que era único meio pelo qual ofereceria deleite.
Certa em teoria da não obrigação de tributo, em praticidade se abria aos ratos, justificando liberdade…
Era madrugada quando o sal molhado invadia os seus poros, saudosa de suas partes, devaneando o espaço em que bandidos ratos malocaram seus extratos, ainda sem saber o porquê insistiu em abrir a porta para os que a mesma tinha asco.