Categorias
Reflexões e Devaneios

Pra mim nunca tá bom.

Tô sempre pendulando entre aceitar o fluxo e correr atrás, entre querer muito um amor e não fazer questão. O tarot me disse para que eu me decida e entenda o meu querer, mas não consigo entender o que eu de fato quero frente a um mundo que exige socialmente um punhado de coisas de mim e frente a minha militância antipatriarcal e libertária.

A quem quero provar que não sou uma mulher que está desesperada por sair um pouco de si e embarcar no mundo de alguém e a quem quero agradar querendo compartilhar a vida com alguém? O que é vontade frente à socialização? O que é vontade frente ao querer mudança e ao fazer mudança?

Mas você tem que decidir… como se tudo tivesse nas minhas mãos, como se tudo dependesse de um eu, o tarot diz que é a minha energia, mas minha energia é a minha confusão mental que sempre existirá, já que a minha natureza é sempre questionar.

Minha vó está fazendo novena para que eu arrume um amor, eu quis isso, mas raciocinando, o quão ridículo é isso? Rezar por isso? Em universo inteiro dentro de mim, rico em potencialidades tenho de encontrar um outro para que tudo faça sentido? Sei que o racional não deveria contar tanto, mas como eu disse: até quando o meu desejo interno é realmente meu? Sejamos francos, um amor não será a minha solução! Gastar a energia em uma novena para algo que não vai mudar a minha inquietação e que é tão instável por estar em outra dimensão, ao invés de gastá-la em acalmar meu coração faz sentido? Ela quer que eu saia um pouco de mim para me diluir no outro e deixar que ele comande. Tem-se a ideia de que isso é o melhor. Eu quis também. Parece fácil, mas não parece certo racionalmente e eu não consigo tirar esse racional de mim. Não quero me axilar de mim, doí, mas quero evoluir ao máximo.

Estar com outro é uma ferramenta incrível para se autoconhecer, mas eu quero estar com o outro por isso? Eu não sei se eu quero estar e se quero eu não sei se o querer é meu.

EU SEI

Quero dar ternura e ninguém me deixa, meu pai não gosta de ternura e eu acho que nenhum homem gosta e os que gostam me enjoam… tem como os que não gostam gostar um pouco? Ou se gostarem me gerariam enjoo? Freud explica.

O que sei é que essa inquietude é mais produtiva que a aquietação e é ela que me impulsionará para o tudo ou para o nada. Sim, a eterna chata, pois nada é dado para mim. A paz talvez não me pertença, mas talvez eu aprenda e lidar melhor com tudo isso.

Por Talita Oliveira

Quem sabe o aqui dentro se torne útil materializado aqui fora, que não é mais tão fora assim...

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s